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segunda-feira, 29 de março de 2010

O CIRCULO COMEÇA A SE FECHAR: FEDERAL PRENDE BOSCO SARRAF


A Policia Federal está cumprindo seis mandados de prisão em Manaus. O policial Bosco Sarraf já foi recolhido a carceragem da PF. O ex-deputado Wallace Souza, internado em São Paulo, será colocado sob prisão domiciliar nas próximas horas. Eles são acusados de uma suposta trama para matar a juíza federal Jaiza Fraxe. Rafael Souza, embora preso e condenado por associação para o tráfico de drogas, também tem um mandado de prisão, que foi estendido ao coronel Felipe Arce Rio Branco e mais dois membros da suposta organização criminosa.

OS PRESOS -

Foram presos Bosco Sarraf e Whatila Silva da Costa,, que ganhou liberdade em dezembro do ano passado depois de colaborar com a força tarefa. Estao com a prisao preveniva decretada o PM Railey Lima Viana, o tenente coronel Felipe Arce Rio Branco, o ex-deputado estadual Wallace Souza e seu filho Rafael Souza .
Fonte: (Blog do Holanda: http://www.blogdoholanda.com/news/detail.asp?iData=4990&iCat=633&iChannel=1&nChannel=News) Em 29/3/2010, ás 22:08
 Agora, alguns podem perguntar por que publicamos parte dessa noticia do Blog do Holanda, isso ocorre somente para nossos leitores lembrarem de alguns fatos e refletirem sobre as ligações de Bosco Sarraf com a quadrilha dos gafanhotos que ocupava a Secretaria de Segurança Pública. Vejam por exemplo parte da matéria publicada neste blog em dezembro de 2009 http://dossiegafanhotos.blogspot.com/2009/12/republicacao-bosco-sarraf-e-os.html
 "Outro dado intrigante é a relação interna do poder público com as entidades que este mesmo poder contrata, sem licitação. João Bosco Sarraf de Rezende é o presidente de uma ONG contratada sem licitação pela própria SSP. Mais intrigante, porém, do que a relação de um presidente de ONG com o poder público que a contrata, é a proximidade do servidor João Bosco Sarraf de Rezende, matricula 108.291-4-D na SSP, com o Partido Progressista e com o deputado Wallace Souza.
Reza a prudência e a lógica que declarações de um ex-policial, acusado de narcotráfico e homicídio, não devem ser levadas a sério. Mas a novela Wallace Souza já dispensou a lógica há tempos, quando os depoimentos de “Moa” começaram a fazer sentido de uma forma desconcertante. “Moa” diz que “
Bosco Sarraf” era informante de Wallace dentro da polícia.Bosco é policial. Mais do que isso, Bosco é ligado politicamente à família Coragem, conforme mostra a lista de membros da comissão transitória do partido, estrelada por outras figuras de peso.Sarraf tem trânsito livre na casa do deputado, que, segundo a imprensa local, tem mantido seguranças armados até na porta de seu quarto, dentro de casa. Eis outra pergunta que merece uma resposta, especialmente à legião de eleitores dos Irmãos Coragem: de quem o deputado Wallace tem medo?
Contra as declarações de “Moa”, portanto, pesa a possibilidade de que o “
Bosco Sarraf”, a quem o ex-policial se refere, ser apenas um homônimo de João Bosc Sarraf de Rezende, matricula 108.291-4-D na SSP, e este um parente ou homônimo de João Bosco Bendahan Sarraff de Rezende presidente da OSCIP contratada pela Seretaria de Segurança, sem licitação. É uma das pontas de um novelo que parece difícil de desenrolar. Dispensada a atenção ao lado mais sombrio da história, porém, a ligação com um deputado e um ex-policial acusados de diversos e graves crimes deixa algumas verdades, atestadas por aquela parte da imprensa que ainda cumpre o papel que lhe cabe. Não o de oposição, mas o de fiscalização do uso do dinheiro público.
João 
Bosco Bendahan Sarraff de Rezende, que foi presidente de uma das OSCIp ligadas a Secretaria de Segurança, IDPT, é filho do BoscoSarraf, escrivão que trabalha na Corregedoria da SSP, e ligado ao Caso Wallace.

Matéria divulgada no Blog do  Holanda fala das ligações de 
Bosco Sarraf com o governo Braga:
NA AGENDA DE ESPIÃO, O CELULAR QUE SERIA DE BRAGA
Em 28/10/2009, ás 08:36

“Segundo "Moa", o escrivão da Polícia Civil 
BoscoSarraf é quem passa informações confidenciais sobre as ações da polícia ao deputado Wallace Souza.”
O bom relacionamento do policial civil João
Bosco Sarraf de Rezende com autoridades do governo e do Judiciário – ele foi o único dos nove acusados de associação para o tráfico que não teve a prisão temporária transformada em preventiva pelo juiz Mauro Antony - lhe garante hoje caminhar livremente pelas ruas da cidade. Amigo do ex-deputado Wallace Souza e apontado como informante da organização criminosa que traficava e matava em Manaus – Sarraf é o articulador da OSCIP Instituição Dignidade para Todos - IDPT - presidida pelo filho, João BoscoSarraf Rezende Filho, que entre 2007 e 2008 recebeu, segundo dados do Tribunal de Contas do Amazonas, R$ 28,5 milhões do governo estadual.

Entre os pertences de 
Sarraf , apreendidos no dia 15 de setembro, data da sua prisão, foi encontrada uma agenda com números de celulares de diversas autoridades do governo do estado, da Polícia Federal e do Judiciário, entre eles um, que seria do governador Eduardo Braga; de Bira, motorista do governador; do ex-secretário Hiel Levi, de Ari Moutinho, do vice prefeito Carlos Souza, do prefeito de Parintins Bi Garcia, de Marluce Souza, do desembargador aposentado Catunda, do secretário de segurança Sá Cavalcante, do superintendente da Polícia Federal, Sérgio Fontes e de 11 agentes da PF, entre outros. A agenda pode ser consultada acessando o site do Tribunal de Justiça
(CLIC AQUI) no processo 001092502556. É um processo digitalizado onde você pode conferir nome a nome e números na agenda de 
Sarraf.

De acordo com denúncia do ex-policial Moacir Jorge Pessoa da Costa, o "Moa", 
Bosco Sarrafera o homem que, por trabalhar na SSP, levava informações sigilosas ao ex-deputado Wallace Souza, apontado como líder da Organização Criminosa. Por causa de envolvimento com o tráfico e outros crimes, Wallace perdeu o mandato e está preso . "Moa" contou que Sarraffreqüentava a casa de Wallace Souza, sempre à noite, e que trabalhava com o esposo da juíza federal Jaiza Fraxe, que seria uma das vítimas da Orcrim.
PARA VOCÊ ENTENDER
O Instituto Dignidade para Todos, que recebeu do governo do Amazonas R$ 20 milhões somente nos primeiros nove meses do ano passado, foi contratado também em 2008 pela Secretaria de Produção Rural para fazer obras de recuperação de 134 quilômetros de estradas vicinais na área rural de Manaus.
Pelo serviço, a Instituto – que é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), recebeu cerca de R$ 2 milhões.

Em 2007, o mesmo instituto recebeu R$ 8 milhões do governo estadual. Somados aos valores de R$ 2008, contabilizou R$ 28,5 milhões.
Repasses de recursos do estado do Amazonas para O IDPT:

2007: 8.501..044,84
ATÉ SET/2008: 20.084.320,11
TOTAL R$ : 28.585.364,95



NOTA: O juiz Mauro Antony não decretou a preventiva do policial porque a delegada do


inquérito, Cristina Portugal, não solicitou, como o fez para os demais acusados. O privilégio concedido a 
Sarraf ainda não foi devidamente explicado, embora suas boas relações possam dizer muita coisa.
MATÉRIA ATUALIZADA E CORRIGIDA  - 
BoscoSarraf, o homem que passava informações para o grupo criminoso supostamente comandado pelo deputado Wallace Souza, ingressou hoje com um pedido de habeas corpus preventivo que será julgado pelo desembargador Mauro Bessa, que deve conceder a medida.
Bosco tem forte blindagem de autoridades do governo e é o único envolvido no caso Wallace que continua em liberdade.

Ele é um dos articuladores da Oscip Dignidade para Todos, que recebeu repasses de mais de R$ 28 milhões do governo do estado nos últimos dois anos. O Tribunal de Contas do Estado está incvestigando a OSCIP e o emprego do dinheiro.
Bosco é considerado a iminência parda da Secretaria de Segurança, onde desempenha a função de escrivão de polícia. Sua prisao foi pedida pela delegada Cristina Portugal, depois de constatado que ele passava informações privilegiadas para o ex-deputado Wallace Souza. Com Bosco foi apreendida uma agenda com os números de celulares atribuidos ao governador Eduardo Braga e aoutras autoridades do governo e do judiciário.

As pressões para manter 
Bosco em liberdade aumentaram nas últimas horas. Um reporesentante da Ordem dos Advogados do Brasil e um empresário do ramo de hotelaria, também com trânsito no governo, intercederam pelo escrivão da Polícia, que se aliou ao grupo de Wallace Souza.


Matéria divulgada no Blog do  Holanda sobre  Bosco Sarraf :

http://www.blogdoholanda.com/news/detail.asp?iData=4501&iCat=633&iChannel=1&nChannel=News
BLINDAGEM AFROUXA E SARRAFAPRESENTA ATESTADOS
Em 27/11/2009, ás 15:27

O escrivão da Polícia Civil, João 
Bosco Sarraf, 58, único acusado de integrar a organização criminosa supostamente comandada pelo ex-deputado Wallace Souza ainda em liberdade, anexou aos autos do processo que responde na 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes, declarações médicas que revelam que o seu estado de saúde não é bom. Há um pedido de prisão contra Sarraf, ainda não deferido.
Sarraf mantém uma estranha relação de negócios com a secretaria de Segurança Pública. A Oscip Instituição Dignidade para Todos - IDPT - presidida pelo filho dele, João Bosco SarrafRezende Filho, entre 2007 e 2008 recebeu, segundo dados do Tribunal de Contas do Amazonas, R$ 28,5 milhões do governo estadual. É essa Oscip que contrata serviços para a secretaria de Segurança Pública.

Embora implicado diretamente no Caso Wallace, uma rede proteção blindou 
Sarraf, que não foi preso, apesar de um pedido de prisão estar na mesa do juiz Mauro Antony.

Temendo ser preso, ele apresentou um relatório médico fornecido pela clinica Check Up, revelando que é portador de hipertensão arterial e diabete tipo II. Consta ainda no documento que ele deu entrada no hospital dia 5 deste mês com diabete hipertensiva e ficou internado até o dia 12. O laudo com data do último dia 25 é assinado pelo cardiologista Ronaldo Jackmonth.




Leiam toda a matéria  em http://dossiegafanhotos.blogspot.com/2009/12/republicacao-bosco-sarraf-e-os.html e tirem suas próprias conclusões.
 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Diretor de Tecnologia da Secretaria de Segurança envolvido em fraude em Goiás




Caros amigos do Blog Dossie Gafanhotos, recebemos essa denúncia sobre o Diretor de Tecnologia da Secretaria de Segurança Publica do Amazonas, Geraldo Antônio Jesus  , mais conhecido como Geraldinho da Comdata, que aparece envolvido em fraude no IPTU no estado de Goiás e resolvemos publicá-la para que vocês tomem conhecimento da estirpe de mais um membro da quadrilha de Gafanhotos que o Sr. Sá Cavalcante trouxe para mamar nas tetas desse governo benevolente com aventureiros que vem dilapidar o erário público em nossa terra.
Segundo a matéria, houve fraude no recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e no Imposto Territorial Urbano (ITU) em Goiânia e isso pode ter ocorrido por mais de dez anos, e apenas em três anos causou um prejuízo de 2 milhões de reais aos cofres públicos do município. O rombo que foi divulgado em 31 de janeiro de 2003 poderia ser maior se não fosse corrigido parcialmente a tempo. A Prefeitura de Goiânia deixou de arrecadar 225 mil reais em impostos só em 2003 com a fraude envolvendo 293 imóveis.
Alguns impostos foram reduzidos em até 90 por cento. Proprietários teriam de pagar 30 mil reais e recebiam carnês com valor de 5 mil reais. Para evitar maiores perdas, prefeitura recalculou valores e emitiu novos talões.
A fraude ocorreu com mudança de valor venal, zona fiscal, modificação direta no valor do imposto, no cadastro do imóvel e da área, nas alíquotas, mudança de IPTU para ITU, no processo que fez a revisão de imóveis e no débito do imposto
Confiram a matéria na integra em http://www.policiacivil.goias.gov.br dot/con_noticia.php?publicacao=247.
Mas as denúncias não param por aqui, meus amigos. Recebemos também uma cópia do contra-cheque (em anexo na matéria) da esposa do Geraldinho da Comdata, ou Geraldo Antonio de Jesus (que de Jesus nao tem nada), da Tecnologia da SSP, a Sra. Flávia Cristina Macedo, a qual consta na denúncia que mesmo sendo lotada no gabinete do Secretario de Segurança, não aparece para cumprir seu horário de serviço, mas mesmo assim a ficha de freqüência desta senhora vai para o setor de Tecnologia, onde o Sr Geraldo, marido dela , é quem assina a conferencia da presença da referida servidora fantasma (mais uma...) no trabalho, alem disso a ficha da freqüência da Sra. Flávia Cristina Macedo não fica na pasta e é retirada assim que chega no setor Tecnologia pela secretária do Sr Geraldo. 


O que não é de admirar deste nepotismo e funcionalismo fantasma da esposa desse membro da quadrilha dos gafanhotos já que foi apurado por um de nossos colaboradores que no Diário Oficial do Município de Goiânia, No 3810, de 26 de janeiro de 2006, a mesma Flávia Cristina Macedo já constava sendo exonerada de um cargo comissionado da Prefeitura de Goiás, e não demorou muito veio parar num outro carguinho comissionado no Gabinete do Secretario de Segurança, Sá “Seu Lunga” Cavalcante, a pedido do seu Chefe de Tecnologia, Geraldinho da Comdata, ou Geraldo Antonio de Jesus

Como se isso tudo não bastasse, GERALDO ANTÔNIO DE JESUS (Chefe do departamento de Tecnologia da SSP, ganha pela OSCIP e pela Secretaria de Segurança, onde foi alertado que não deveria assinar documentos como chefe de Departamento da SSP pois estava ganhando pela OSCIP. Informante do Dr. Washington, corregedor geral que o trouxe junto de Goiás e ainda por cima ainda tem cargo de Diretor  de departamento de uma IDTP. Quanta mordomia, hein, meus amigos? Enquanto existem tantos bons profissionais suando a camisa e procurando uma boa colocação no mercado, por meio de concursos e entrevistas de emprego; essa quadrilha veio pro Amazonas e tomou conta com suas esposas, amantes, comparsas e alcoviteiros dos melhores cargos públicos comissionados no governo estadual, com direito a secretária, viatura, telefone e muitas estagiárias para ficarem se divertindo. Bem,  leiam a matéria por completo e vejam os documentos e tirem suas próprias conclusões. Queremos agradecer  imensamente aos nossos colaboradores, e saibam que continuaremos publicando todas as denúncias que chegarem ao nosso conhecimento, enquanto nenhuma autoridade tomar uma providência para apurar todos os fatos aqui publicados. A luta continua, meus amigos. Fora gafanhotos !



Fraude do IPTU

WAGNER OLIVEIRA


Rogério Santana, delegado: “Não é falta de competência. Dependemos de outros órgãos. Liguei para Valéria Getúlio cobrando”.

A Delegacia de Crimes contra a Fazenda Pública recebeu na terça-feira, 1º, os relatórios finais da Auditoria Geral da Prefeitura de Goiânia e da empresa KPMG — Transaction and Forensic. São seis volumes da investigação feita pela Prefeitura de Goiânia e seis volumes produzidos pela empresa KPMG, totalizando mais de 4 mil páginas. Os volumes trazem na capa a inscrição “estritamente confidencial” e datam de março de 2004.

Procurada na quinta-feira, 3, no Paço Municipal, a auditora-geral da Prefeitura de Goiânia, Valéria Getúlio de Brito, disse que os relatórios serão primeiro enviados ao prefeito Pedro Wilson (PT) e ao secretário de Finanças, Adhemar Palocci. “Temos de aguardar. É um trabalho muito exaustivo. Não se faz da noite para o dia. Tem de checar dados e pode levar até anos.” Ao ser questionada sobre assuntos como licitação da empresa, data para divulgação do resultado e se o relatório trouxe conclusões importantes, preferiu não se expressar. De acordo com informações da Prefeitura de Goiânia, a KPMG foi contratada por 260 mil reais e a previsão era de apresentar resultados em 15 dias ou 750 horas de trabalho. As datas para divulgação do relatório final foram sendo adiadas no ano passado e este ano.

Indiciados — Delegado titular da Delegacia de Crimes Contra a Fazenda Pública desde janeiro, Rogério Santana Ferreira diz que o inquérito na Polícia Civil não ficou pronto porque dependia das provas que ainda não haviam sido fornecidas pelas auditorias. “Não é falta de competência. Dependemos de outros órgãos. Liguei para a Valéria [Getúlio] cobrando os documentos e o [delegado] Carlos [Raimundo] pegou os 12 volumes”, revelou na terça-feira, 1º. Rogério Santana diz que conversou com o delegado Carlos Raimundo e quer ver o caso ser resolvido com os culpados realmente punidos.
Carlos Raimundo, delegado: “Inquérito não ficou engavetado. É trabalho complexo e há dificuldades investigatórias no aspecto técnico”.
De acordo com o delegado Carlos Raimundo Lucas Batista, a polícia já indiciou Geraldo Antônio Jesus e , mais conhecido como Geraldinho da Comdata, e a ex-coordenadora da divisão de Sistemas de Arrecadação Kênia Firmino Bruno Giani. Ele revela que a polícia também já tem provas suficientes para indiciar uma terceira pessoa ou mais de uma. Tudo depende da análise que a polícia está fazendo agora dos relatórios das auditorias que serão confrontados com os resultados das investigações e depoimentos.

De acordo com Carlos Raimundo, o maior problema está justamente em não ter ficado registro do que aconteceu dentro do sistema com nome e senha da pessoa que acessou. “Essa segurança não existia e facilitou naturalmente o trabalho daqueles que praticaram a fraude.” O delegado faz questão de ressaltar que o trabalho da polícia não ficou restrito a aguardar o resultado da auditoria. “Não adianta apontar que alguém praticou uma fraude dentro do sistema de forma ampla sem que exista a prova material, que seriam os registros constantes do sistema.” Ele acredita que com os relatórios poderá dar uma conclusão ao trabalho. “Poderemos até mudar alguma linha de investigação”, prevê.

Enquanto a auditoria não ficava pronta, Carlos Raimundo diz que manteve contato com a auditora Valéria Getúlio de Brito, mas preferiu preservar algumas informações. Diz também que analisou documentos que tinha em mãos de mais de 2 mil imóveis. “Verificamos cada imóvel e quantos estavam no nome de um único proprietário, se estava alugado ou se era o próprio proprietário da casa que estava quando ocorreu a redução do valor do imposto.” Ele diz que essa investigação pode mostrar se o proprietário sabia ou não da redução do imposto.


Valéria Getúlio, auditora: “Temos de aguardar. Não se faz da noite para o dia. Tem de checar dados e pode levar até anos”.

Se os dados foram apagados do sistema, deixando apenas os últimos 35 dias, alguém também cometeu esse crime, e Carlos Raimundo informa que esse é também um dos ângulos da investigação. Ele diz que só de um consumidor ter em mãos um talão para pagar o imposto com valor inferior ao que deveria ser já é suficiente para estar na linha de investigação da polícia.

Inicialmente, a polícia acreditava que Kênia Firmino seria uma vítima e depois ficou mais evidente que também fazia parte do esquema já que o número de registro dela apareceu. “A prova material indica que eles é que entraram no sistema. Apareceu o número dos dois.” O delegado diz que Kênia afirmou que Geraldinho pediu a senha dela para entrar no sistema porque não tinha como entrar com uma senha só. “Esses fatos indicam que há a participação dos dois naquilo que foi constatado.”


Para entender

A fraude no recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e no Imposto Territorial Urbano (ITU) em Goiânia pode ter ocorrido por mais de dez anos, e apenas em três anos causou um prejuízo de 2 milhões de reais aos cofres públicos do município. O rombo que foi divulgado em 31 de janeiro de 2003 poderia ser maior se não fosse corrigido parcialmente a tempo. A Prefeitura de Goiânia deixou de arrecadar 225 mil reais em impostos só em 2003 com a fraude envolvendo 293 imóveis.

Alguns impostos foram reduzidos em até 90 por cento. Proprietários teriam de pagar 30 mil reais e recebiam carnês com valor de 5 mil reais. Para evitar maiores perdas, prefeitura recalculou valores e emitiu novos talões.

A fraude ocorreu com mudança de valor venal, zona fiscal, modificação direta no valor do imposto, no cadastro do imóvel e da área, nas alíquotas, mudança de IPTU para ITU, no processo que fez a revisão de imóveis e no débito do imposto.