Bem, amigos, estreando em nossa nova casa, vamos falar sobre uma denúncia de fraude (encaminhada ao nosso e-mail) que a Secretaria de Segurança insiste em propagandear que existe, mas até agora por incompetência e ambição desmedida continua insistindo no erro e não mostra tão revolucionária tecnologia que se tornou uma verdadeira “orelha de freira”. Estou me referindo ao Sistema Canopy da Motorola (de quem mais podia ser que a Secretaria de Segurança estaria comprando). Para esclarecer o que é o tal sistema ele é baseado em uma tecnologia de banda larga via radio sem fio (wireless) que oferece acesso à Internet em alta velocidade. Para ilustrar a necessidade do sistema, imagine que você tem que registrar uma ocorrência na Delegacia de Santa Etelvina, e chegando lá o agente social, policial civil ou outro atendente informa que o sistema não está funcionando porque está fora do ar. E quais são as principais causas ???? O INFOPOL está fora do ar ou a rede de dados deu pane e você não pode registrar a sua ocorrência naquele momento e deve voltar depois, como se você tivesse muito tempo de ficar andando em delegacia ou mesmo acessando a internet com essa rede maravilhosa que temos em Manaus. Agora, imagine quando um sistema comprado por alguns milhões, em um processo fraudulento (Pregão Eletrônico n° 606/2009–CGL) em que se força a barra para que a empresa AGORA SOLUÇÕES, representada pelo Sr. Vail Eduardo Gomes (amigo do secretário Sá Cavalcante e namorado da Soldado da PM Águila, que mora em São Paulo, e recebe pela Secretaria de Segurança há mais de dois anos, sem trabalhar, e agora está lotada na Corregedoria Geral, onde nunca pisou, a pedido do secretário Sá Cavalcante) ganhe a concorrência e possa fornecer os equipamentos , conforme documento da proposta em anexo na matéria, é a representante da Motorola e não entrega de forma satisfatória as soluções de comunicação digital. Pois bem, amigos, como a Agora não conhece sistemas de rádio de dados, ela, simplesmente, resolveu terceirizar uma empresa local: TECNORÁDIO. Ocorrendo inclusive o fato de que técnicos da referida empresa subiram na torre do CIOPS sem equipamento de proteção individual e chegaram a desmaiar e passar mal. Seria até cômico se não fosse trágico....
O referido projeto foi orçado em torno de 1,5 milhões. Cada rádio custa no mercado menos de 2 mil reais. São menos de 100 rádios, multiplicando 100 x 2.000 é igual a 200 mil reais, ou seja bem inferior ao valor orçado de UM MILHÃO E MEIO DE REAIS. O que deixa mais do que evidente um SUPERFATURAMENTO DESCARADO NO VALOR DOS EQUIPAMENTOS. O projeto não prevê torres adequadas, infra-estrutura de proteção, pára-raios, rádios de backup e nem suporte com níveis de atendimento necessários (como solução e atendimento em 24x7). As torres instaladas fora do CIOPS estão enferrujadas e mal instaladas.
A solução é tecnicamente errada quando:
1) Determina que a freqüência de operação seja uma freqüência livre, a mesma utilizada por varias empresas em Manaus: 5.7 a 5.8 Ghz. A legislação vigente determina que a segurança publica tem uma freqüência exclusiva, a 4,9 Ghz, que não sofre interferências e que equipamentos nesta freqüência não são vendidos no mercado sem autorização de órgãos competentes, evitando invasões. Ou seja, caro leitor, se você quiser, pode comprar um rádio canopy 5.8 e tentar interferir na rede do CIOPS ou mesmo invadi-la e ouvir a conversa dos policiais. Na internet, existem ferramentas que permitem esta invasão em poucas horas. Ou seja, SEGURANÇA ZERO.
2) Não prevê equipamentos auxiliares, como no-breaks, anti-surtos, roteadores de borda, swuitches, que precisarão ser comprados ou aditivados (MAS UMA BRECHA PARA FRAUDES E MAIS ENRIQUECIMENTO ILÍCITO).
3) Não prevê cursos/treinamentos para prover a secretaria de segurança com pessoal capacitado.
Pois é, meus amigos, mas não para aí, toda essa lambança com o dinheiro público (meu dinheiro, seu dinheiro), por ação do destino, sorte, ou MUITA COINCIDÊNCIA, a empresa AGORA venceu outra licitação para a rede de dados e telefonia do prédio da Secretaria de Segurança, com edital montado pela própria AGORA Soluções, onde, novamente, não existem técnicos especializados e sua representante TECNORADIO esta treinando técnicos em escolas sem nenhuma especialização, como o grupo Sucesso. Agora (gostaram do trocadilho??), por onde anda a auditoria, a fiscalização do Ministério Público, Tribunal de Contas e até mesmo a fiscalização do Senasp nesses contratos e aplicação dessa verba federal. A quem devemos recorrer ?????????
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O que podemos falar? Quando não há fiscalização ocorre superfaturamento e má aplicação da verba pública. Na terra em que se já declarou que o mensalinho baré é institucionalizado e ninguém toma nenuhma providência para apurar só podemos esperar mais corrupção. Diante disso tudo só posso citar Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."
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